sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

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Luzes de Xangai forçam observatório a mudar de cidade

A actividade do observatório astronômico da cidade de Xangai, no leste da China, terá de ser transferida à província vizinha de Zhejiang para escapar das fortes luzes que estão tornando cada vez mais difícil seu trabalho nesta região do país.
O centro, situado na colina de Sheshan, aos arredores da metrópole oriental, assinou um acordo com as autoridades provinciais de Zhejiang para delimitar a primeira "zona protegida do céu noturno" da China na localidade de Tianhuangping, a 1.000 metros de altura, em Anji.
As luzes de Xangai, com milhares de arranha-céus e cerca de 20 milhões de habitantes, "afetam em grande medida a capacidade de observação, portanto devemos encontrar uma base mais apropriada", disse o diretor do Laboratório de Óptica Astronômica do observatório, Tao Jun, ao jornal "Shanghai Morning Post".
Segundo Tao, a situação, agravada pela contaminação do ar, não permite o bom funcionamento do segundo maior telescópio óptico da China, instalado em Sheshan, com um diâmetro de 1,56 metro. Por conta disso, ele tem sido excluído de projetos científicos internacionais importantes nos últimos anos.
O observatório de Xangai também estuda a possibilidade situar outros telescópios no oeste do país, onde a qualidade do ar é muito melhor que no litoral oriental, contaminado e urbanizado, enquanto rejeita a idéia de acrescentar novas equipes a sua base de Sheshan.

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