terça-feira, 19 de agosto de 2008

Benetton quer promover diálogo entre chineses e tibetanos





A Benetton assinalou o início dos Jogos Olímpicos em Pequim com uma campanha publicitária que visa “encorajar uma reflexão global sobre a coexistência pacífica”, referiu a marca em comunicado. A marca pretende dar um “pequeno contributo” para que o diálogo seja estabelecido entre os povos chinês e tibetano.O anúncio publicitário foi lançado em simultâneo com o novo número da revista Colors. A revista segue a cronologia do terramoto que atingiu em Maio Sichuan, província da China, e pretende ter como objectivo promover a paz, a harmonia e a esperança entre os povos.

in meios e publicidade

quinta-feira, 12 de junho de 2008

China expulsa jornalistas estrangeiros de região afetada por terremoto


DUJIANGYAN, China (AFP) — A polícia chinesa expulsou nesta quinta-feira jornalistas estrangeiros de um bairro de uma cidade de Sichuan, a região do sudoeste do país afetada pelo terremoto de 12 de maio que deixou mais de 80.000 mortos e desaparecidos.
No bairro de onde foram expulsos os profissionais da imprensa fica um colégio que desabou no tremor, matando centenas de crianças. Os pais acusam as autoridades locais de corrupção.
Dois profissionais da AFP estão entre os jornalistas de pelo menos seis meios de comunicação que foram detidos em um primeiro momento no bairro de Juyuan, na cidade de Dujiangyan. O objetivo era fazer uma reportagem sobre a escola destruída.
Os policiais colocaram os jornalistas em uma caminhonete, destruíram a câmera fotográfica de um deles e os levaram para um edifício público. Uma hora depois foram liberados.
"Não podem fazer reportagens em Dujiangyan. Têm que ir embora", ordenou um policial.
O incidente aconteceu um dia depois de uma autoridade do governo chinês ter garantido que os jornalistas estrangeiros podiam trabalhar livremente em Sichuan.
Na quarta-feira, as autoridades concederam permissões à imprensa estrangeira para uma visita às áreas afetadas pelo tremor. Os repórteres da AFP receberam estas permissões.
Nas duas primeiras semanas após a maior catástrofe natural na China em 32 anos, os jornalistas não encontraram muitas dificuldades para cobrir a tragédia.
Porém, com o fim das operações de resgate, tanto a imprensa chinesa como a internacional passaram a encontrar muitas dificuldades para informar sobre os desabamentos de escolas e outros edifícios, já que a corrupção mina o setor da construção civil na China.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Uma pilha perigosa


04-06-2008 9:10:00
Uma pilha perigosa
Um homem que recolhe lixo está, com os seus filhos, num terreno onde começaram a ser depositados resíduos, nos arredores de Guiyang, na província chinesa de Guizhu. Os media avisaram hoje para o perigo desta fonte de poluição. Foto: China Daily

in publico.pt

terça-feira, 13 de maio de 2008

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Gorillaz-Hong Kong (live!!)

The guzheng, or gu zheng (Chinese: ; pinyin: gǔzhēng) or zheng (箏) (gu-, 古 means "ancient") is a traditional Chinese musical instrument. It belongs to the zither family of string instruments.

Marina - era disto que estavas a falar ...

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Jovens chineses




Sob pressão, jovens chineses se entregam ao estudo e à internet
Eles gostam de karaokê, estudam muito e passam cada vez mais tempo na internet.Conheça como vivem os jovens do outro lado do mundo


Ser jovem na China significa quase sempre ter que lidar com pressões. Seja para conseguir um emprego no concorrido mercado de trabalho, para construir uma família ou para lidar com a avalanche consumista que varre os grandes centros urbanos nos últimos anos.

Mas os jovens chineses vêm se adaptando às mudanças que chegam cada vez mais rápido ao país. Eles conciliam seu dia-a-dia navegando pela internet - consumindo música e muito da cultura ocidental - e dedicando-se aos estudos. E muitos ainda encontram tempo para preservar e valorizar a cultura milenar da nação mais populosa do mundo.

Você mora no exterior? Conte como é a vida neste país

Às vésperas de sediar os Jogos Olímpicos, a China tem se esforçado para se adaptar a alguns padrões ocidentais. São mudanças que estão fazendo a cabeça de muitos jovens das grandes cidades, que falam outras línguas, estudam fora, vão a bares e boates e têm até um "nome fantasia" em inglês.

Leia mais matérias sobre os jovens chineses

É o caso de He Tian Yi, ou Jenny, de 22 anos, um bom exemplo deste nosso mundo globalizado. Ela já morou em Amsterdã, na Holanda, onde fez faculdade. Hoje, vive em Pequim, onde trabalha com vendas. Passa 12 horas por dia na frente do computador, adora ver vídeos curiosos no YouTube e falar com os amigos por e-mail.


Arquivo pessoal
He Tian Yi, de 22 anos, passa cerca de 12 horas por dia no computador (Foto: Arquivo pessoal)
Jenny já assimilou o padrão ocidental no quesito consumo. Diz que compra roupas novas "duas ou três vezes por semana". E qual é o seu estilo? "Do romântico ao esporte, passando pelo social. Se pudesse dar um nome seria 'casual chic'", disse ao G1, em entrevista por e-mail.

É com esses chineses cada vez mais globalizados como Jenny que o G1 inicia neste domingo (13) - dia do jovem, no Brasil - uma série de reportagens sobre os costumes e os hábitos dos jovens pelo mundo. Leia nas próximas semanas como é a vida dos adolescentes em países da Europa, da África e também da América Latina.

A próxima reportagem especial será sobre o Paraguai, país que vai às urnas no próximo domingo (20).

Cibercultura
Os jovens chineses podem ter demorado um pouco mais para entrar na era da informática, mas agora já são o maior mercado mundial de internet em número de usuários. Segundo pesquisas recentes,
no fim de 2007 havia na China 210 milhões de pessoas conectadas - número maior que dos Estados Unidos.

Leia também: Usuários de internet chineses enfrentam muralha invisível

Saiba mais
» Moda chinesa faz colagem de estilos e abusa nas cores
» Sob pressão, jovens chineses se entregam ao estudo e à internet
Segundo Greg Paull, presidente da R3 Asia Pacific, empresa de pesquisa em publicidade na China, apesar de o melhor meio de atingir o consumidor adolescente ainda seja a TV (mais de 90% deles assistem), a internet está crescendo muito rápido. "Eles navegam pelo menos 2,6 horas por dia", afirmou Paull ao G1, por e-mail.

O número de jogadores on-line também está em plena ascensão na China. De acordo com um estudo realizado pelo Centro de Dados da Internet e a Sociedade da Internet Chinesa,
neste ano haverá 59 milhões de chineses jogando - um aumento de 20% em relação ao ano passado.

Leia ainda: Mania na China, celulares têm quase meio bilhão de usuários

A globalização dos jovens chineses se dá também nos costumes. "Hoje, os héróis da garotada chinesa são os mesmo que os dos jovens em todo o mundo: os jogadores de futebol David Beckham e Ronaldo e o jogador de basquete Kobe Bryant. O país passou por mais mudanças nos últimos 5 anos que nos 15 anteriores", afirma Paull.

Lição de casa
Mas os chineses sentem a pressão familiar pelo sucesso profissional e pela manutenção da tradição familiar. A pressão por uma vaga no concorrido mercado de trabalho e a cultura de respeito às autoridades e à família faz dos jovens chineses estudantes superdedicados.


David Gray/Reuters
A China investe cada vez mais em educação. Na foto, o museu de Ciência e Tecnologia, na cidade de Harbin (Foto: David Gray/Reuters)
Segundo a historiadora brasileira Lauren Fraiz, que dá aulas de chinês em uma escola de Pequim, os adolescentes lêem demais. "Eles são muito instruídos sobre história e cultura chinesa. Se você vai a uma livraria vê montes de jovens agachados no chão lendo. E os livros são baratos aqui", conta ela.

Greg Paull também faz referência aos estudos quando compara os jovens chineses com os ocidentais: "eles fazem muito mais lição de casa", comenta.

A jornalista sueca Jonna Wibelius, que mora na China desde 2006 e mantém um
blog sobre suas experiências, contou em entrevista ao G1, por e-mail, que a pressão sobre as crianças e jovens é imensa, principalmente devido à política chinesa de controle populacional (cada família só pode ter um filho).

"Desde muito pequenas as crianças são incentivadas a estudar nas tardes e aos finais de semana. Muitos pais querem que seus filhos sejam talentosos e criativos e por isso os colocam em cursos de piano, ginástica, pintura e assim por diante. As crianças são motivadas a ter notas altas para conseguir entrar em boas universidades e assim conseguir um bom emprego."

Com mais de 1,3 bilhão de pessoas, a China é a nação mais populosa do mundo e tem os mais rígidos sistemas de planejamento familiar. A maioria dos casais urbanos está limitada a uma única criança a não ser que paguem multas elevadas. Os fazendeiros normalmente podem ter uma segunda criança se a primeira for menina. Minorias com freqüência podem ter duas ou mais crianças.
Veja reportagem do 'New York Times'.

A moda das ruas
As mudanças que vivem os jovens chineses se refletem no modo de vestir. Há uma grande diferença entre os adolescentes que moram nos grandes centros urbanos e os que moram em cidades menores e mais provincianas. As metrópoles captam mais fácil as influências globais e a moda urbana revela essa mistura.


Reprodução/P1
Jovem é fotografado nas ruas da China (Foto: Reprodução/P1)
A brasileira Lauren Fraiz conta que há um excesso de informação nas roupas que vê nas ruas de Pequim. "Eles misturam tecidos, cores e referências. Há muita informação no visual e os cabelos têm penteados e cortes exóticos."

O
site P1 reúne colaboradores que fotografam pedestres estilosos e mostra bem a variedade dos estilos urbanos chineses.

Karaokê é paixão nacional
Para se divertir, os jovens chineses freqüentam boates e bares -semelhantes ao do Ocidente. Mas a verdadeira paixão nacional é o karaokê. "Eles se divertem muito e conseguem ficar a noite toda cantando", conta o brasileiro David Pinheiro, que faz mestrado em artes cênicas em Pequim.

As salas são geralmente amplas e têm um sofá, uma grande TV e petiscos. As músicas são em chinês e inglês.

Poucas mulheres
A proporção de mulheres é inferior à de homens na China. De acordo com dados da CIA, existem hoje 487 milhões de homens com idade entre 15 e 64 anos para 460 mulheres na mesma faixa etária.

Segundo a brasileira Lúcia Anderson da Silva, que vive há três meses em Pequim, há um número enorme de homens bem-sucedidos na faixa dos 25 e 30 anos desesperados para casar. "Muitas mães ficam em frente à Cidade Proibida com pastinhas com fotos dos filhos, cópias de diplomas e certificados procurando uma esposa. Os homens se sujeitam a trabalhar fora, sustentar e limpar a casa, cuidar dos filhos para conseguir casar."
mais info sobre jovens chineses em http://g1.globo.com/

terça-feira, 15 de abril de 2008

treino militar


Crianças chinesas participam em treinos militares no final do seu período de vida no jardim de infância, no município de Tianjin. Os treinos duram uma semana e acontecem na transição para a escola primária. Foto: Vincent Du/Reuters
publico.pt

terça-feira, 8 de abril de 2008

Uma cana de pesca para o meu avô



Foi a Cláudia Fonseca que me aconselhou vivamente este livro. Ainda não o li, mas com ele Gao Xingjian arrecadou o Prémio Nobel de Literatura. Não tenho dúvidas que é de publicitar.


No site da Bertrand lê-se:


Uma cana de pesca para o meu avô Com imenso talento, subtileza e inteligência, Gao Xingjian percorre, nestes seis inesquecíveis contos, os lugares da infância, as alegrias simples do amor e da amizade, os dramas da rua e as tragédias vividas pela China. Sorrisos e lágrimas atravessam esta leitura, que nos deixa o belo e suave sabor da emoção. A revelação de um dos maiores escritores da actualidade. .


Olimpíadas, Tibete, e coisas afim




O tema sobre o Tibete e os Jogos Olímpicos ainda não está esgotado.

Aqui vão mais algumas reflexões...


Olimpíadas, Tibete, e coisas afim
2008-04-07 14:00:32 em
Nenhuma por Nuno Barreto



Os franceses lá conseguiram apagar a chama olímpica. Foram mais eficazes que os ingleses no dia anterior. E como pano de fundo, está, claro, a causa tibetana. A causa tibetana é uma causa muito popular nos dias de hoje, excepto para alguns. Afinal de contas, a liberdade é uma coisa que toda a gente defende, e ter o próprio País é um dos expoentes máximos dessa mesma liberdade. Claro, isto da liberdade é tudo fachada, porque depois vêm uns gajos quaisquer governar, com princípios supostamente democráticos, e continua a não haver liberdade, mas aí já ninguém dá por isso. A liberdade é uma utopia, o que importa realmente saber é quem é que manda em nós. Mas pronto, estou a divagar um bocado. O que eu gostava mesmo de fazer aqui era chamar a atenção para uma série de factos interessantes à volta de tudo isto:


1. A maioria das pessoas acredita que o Tibete foi invadido pela China algures no século XX, e que até lá era um país independente. Isso mostra, claro, um profundo desconhecimento da história do Tibete.



2. A maioria das pessoas acredita que o Tibete, antes de ser "invadido", era governado por um Dalai Lama benévolo, que só pensava em rezar e em paz. Na realidade, segundo os padrões ocidentais, a palavra que o descrevia era mais de tirano. Não o actual, que nunca teve hipótese de governar, mas os anteriores. Direito exclusivo de propriedade em todo o país, exploração dos camponeses, punições à antiga (cortar membros, decapitar, etc).



3. Onde é que o comité olímpico estava com a cabeça quando decidiu fazer os Jogos em Pequim? Qualquer mentecapto via logo que isto ia dar barulho. Se não fosse por Tibete, era pela Coreia, ou por Taiwan, ou pela falta de liberdade de imprensa, ou sei lá mais o quê. E agora vêm falar em boicotar e mais não sei o quê. Hipocrisia. Mais valia terem logo dito que não.


4. Ao reprimirem as manifestações contra a chama olímpica, os estados ocidentais só estão a dar razão à China. Estão por um lado a proteger a China, e por outro lado a mostrar que afinal não é só a China que usa de violência para controlar o povo. Claro, é feito de uma forma mais democrática, mas o resultado final é o mesmo: Quem se lixa é sempre o mexilhão (Para quem não conhece a origem desta frase, o ditado é: Quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão).



5. No fim das contas, o que conta é o dinheiro. E por isso, no fim disto tudo, vai ficar tudo na mesma, porque o ocidente tem interesses na China. O consumismo ocidental é suportado pela mão de obra barata chinesa (e não só), sem a qual é impossível ter produtos a preço de uva mijona. É do interesse da sociedade consumista e capitalista que haja mão de obra barata, para conseguirem gadjets baratos, para manter o povo consumista feliz. E para que haja mão de obra barata, tem que haver um sistema repressor que os obrigue a trabalhar barato. É tão simples como isso.


quinta-feira, 3 de abril de 2008

personagens de pequim!

hen yao isi!

http://olimpiadas.uol.com.br/2008/album/31032008Personas_album.jhtm

China garante a liberdade de imprensa e o fim da poluição nos Jogos




O Comitê Olímpico Internacional (COI) recebeu garantias dos organizadores dos Jogos de Pequim de que não haverá restrição para uso de Internet, nem para as transmissões ao vivo de televisão.Os chineses também disseram que os níveis de poluição serão satisfatórios até o começo das Olimpíadas, daqui a quatro meses. Membros do COI, que acompanharam a passagem da tocha por Pequim, ainda estão no país para acertar os últimos detalhes."Nós estamos satisfeitos com as garantias. Essa é uma razão para eles ganharem a medalha de ouro na organização", afirmou Hein Verbruggen, líder do grupo do Comitê Olímpico.Kevin Gosper, vice-coordenador da comissão do COI, reconheceu que a restrição ao acesso à Internet durante os Jogos seria uma péssima imagem para a China.Cidadãos chineses foram privados no mês passado de verem o protesto a favor dos direitos humanos no país durante a cerimônia de acendimento da tocha olímpica, na Grécia.Rotineiramente, as transmissões chinesas têm um atraso de 30 segundos para que os censores do governo possam editar as imagens. Verbruggen disse ainda que o COI não tomará partido em relação aos protestos pró-Tibete, porque o órgão não é político e sim esportivo. "É verdade. Nós estamos cientes que a comunidade internacional está discutindo este assunto", declarou o dirigente em relação às manifestações ao redor do mundo.


quarta-feira, 26 de março de 2008

O mundo não é um conto de fadas


Nestes dias muito se fala sobre os confrontos no Tibete. Os que deviam dar uma opinião sobre a questão não dão, os que não deviam dar, dão.... Enfim, aqui vai uma para reflectir...
Não sou antiamericana nem comunista, mas acredito que o mundo não é seguramente um conto de fadas.


Chávez diz que violência no Tibete responde a interesses dos EUA

Os atuais distúrbios no Tibete e a recente independência do Kosovo respondem ao interesse dos Estados Unidos em enfraquecer China e Rússia, respectivamente, afirmou hoje o presidente venezuelano, Hugo Chávez.
O chefe de Estado da Venezuela falou sobre estes dois assuntos ao acusar os EUA de querer "dividir" a América Latina, gerando um conflito armado regional através da Colômbia, operação que, para ele, teria semelhanças com o ocorrido no Tibete e no Kosovo.
"Vejam o que aconteceu no Kosovo. O império bombardeou, agrediu e destroçou a Iugoslávia e agora voltou a dividi-la e lhe tirou o Kosovo, passando por cima do direito internacional", disse Chávez.
Ele acrescentou que os EUA "acabam de colocar ali como presidente um terrorista ao qual chamam de 'A Serpente' (Hashim Thaçi), dirigente do 'Exército de Libertação do Kosovo' (UCK)".
Tibete
Chávez passou depois para o caso do Tibete e disse que os episódios violentos registrados nos últimos dias foram organizados pelos Estados Unidos e têm como objetivo "enfraquecer" a China.
"Vejam as imagens da violência no Tibete. Contra quem é isso? Contra a China. É o império que quer enfraquecer a China, porque a China se levanta", afirmou Chávez.
O presidente depois uniu os dois casos e assinalou que, assim como o que acontece no Tibete contraria a China, "o ocorrido com o Kosovo aponta contra a Rússia".
A referência do governante a esses fatos aconteceu na cidade de Maracaibo, no extremo noroeste do país, durante a inauguração de instalações hospitalares.


www1.folha.uol.com.br

terça-feira, 25 de março de 2008

TIBETE Testemunho no Público

Na primeira pessoa
25.03.2008
Miguel Sacramento está a dar uma volta ao mundo com a namorada, Clara Piçarra. Foram ao Tibete para ver a "cultura única" e a "beleza natural" do Tecto do Mundo. Mas viram outras coisas. Viram polícias e militares por toda a parte. Por Francisca Gorjão Henriques
Chegámos a Lhasa no dia 3. Estavam menos turistas do que o costume em Lhasa, porque além de ser época baixa, houve problemas com os transportes devido à neve e a única forma de entrar em Lhasa era por avião. A vida decorria normalmente, não havia nada que pudesse indiciar o que se iria passar, nada mesmo. Nas conversas de café falava-se que no dia 10 de Março os tibetanos costumam juntar-se na praça principal para prestar homenagem às vítimas de um suposto massacre que os chineses fizeram em 1959. Eu e a Clara decidimos ir, no dia 10, visitar o mosteiro de Drepong, que fica a dez quilómetros de Lhasa. Passámos lá o dia todo com os monges, a tentar comunicar com os que falavam inglês. Assistimos ao dia-a-dia no mosteiro, ao debate em que trocam ideias sobre o budismo. Quando vínhamos embora, ao final da tarde, é que notámos que alguma coisa se estaria a passar.Depois de sair do mosteiro um dos monges que não falava inglês ia descendo connosco os quatro quilómetros até à estrada principal. Acompanhou-nos nos primeiros quilómetros, íamos tentando comunicar e ele pediu-nos uma caneta e um papel. Sempre que se aproximava alguém, ou que passávamos por chineses ou por uma zona com mais casas, ele afastava-se de nós e cobria a cara com uma túnica. Foi escrevendo, ficou satisfeito quando soube que éramos portugueses, não sei porquê. De repente, quando passou um carro ele assustou-se, riscou o papel que tinha escrito, fez um sinal com a mão de cortar o pescoço e disse "chinese, chinese". Enfiou-se na floresta e começou a correr. Antes de se ir embora disse meio em inglês, meio em tibetano: "Lhasa, Lhasa, go to Lhasa, take pictures, take pictures, monks, take pictures." ("Vão para Lhasa, tirem fotografias, monges, tirem fotografias"). Há uns dias mostrámos esse papel a uns tibetanos, aqui no Nepal, e eles traduziram: "Pela liberdade de expressão e melhoria dos direitos humanos das pessoas no Tibete, os monges hoje estão a preparar um protesto em Lhasa. Vocês..." - não escreveu mais nada.Quando chegámos ao final da rua que dá acesso à estrada principal, reparámos que estavam dezenas de polícias, militares, um aparato enorme, a estrada completamente bloqueada e cada vez a chegarem mais militares, polícia de choque, carros anti-motim. Os monges riam-se, estavam crentes de que poderiam ir a Lhasa participar nessa homenagem. Eram cerca de 50 monges, não mais. Pacíficos, completamente apanhados desprevenidos, sem gritar qualquer tipo de palavra de protesto, sem desacatos. Num segundo estávamos com eles, e no segundo a seguir fomos retirados pela polícia para outro lado da estrada, e os monges foram totalmente bloqueados pela polícia de choque e pelo Exército. Era uma força desproporcional para a quantidade de monges que ali estava. Em segundos estabeleceram um perímetro no qual deixou de haver qualquer testemunha para se saber o que se passou. As pessoas fecharam as lojas e fugiam com o que tinham no corpo e não olhavam para trás.Sentimo-nos florescentes, no meio daqueles monges todos éramos os únicos ocidentais. A partir daí tivemos sempre agentes da polícia e à paisana a controlarem-nos. Perguntámos continuamente o que se passava. Primeiro disseram que não sabiam, depois que era um fogo, depois afinal eram exercícios. Tentámos andar pelas ruas e ver o que se estava a passar, tirar fotografias, mas todas as ruas estavam bloqueadas. Vi passar mais de oito camiões cheios de militares, mais seis ambulâncias.Fechados a cadeadoNo dia 11 de Março tentámos ir a outro mosteiro no centro de Lhasa e a estrada estava bloqueada. E aí sim, já se sentia um ambiente de muita tensão, já se via os tibetanos a aglomerarem-se. As pessoas estavam a começar a lançar algumas palavras de ordem, mas era o máximo que conseguiam fazer. Nunca pensei que viesse a acontecer o que aconteceu em Lhasa, porque a presença militar era de tal maneira forte que não pensei que os chineses deixassem as coisas evoluir neste sentido.Em Lhasa, a polícia de choque dispersou todas as pessoas da praça e proibiu a entrada de tibetanos. Os polícias filmavam toda a gente, com câmaras na mão, agentes à paisana também. A qualquer sinal de que tentávamos levantar a câmara chegavam logo ao pé de nós e ameaçavam-nos tirar a máquina se tirássemos fotografias. Toda a praça foi evacuada. Havia polícias em todas as esquinas das ruas principais de Lhasa. Começámos a ver camiões militares a passar para todo o lado. Saímos antes de começarem os motins na rua. No dia 11 estava tudo calmo, e partimos dia 12 para Katmandu, como previsto.Quando estávamos a sair, eram só veículos militares a chegar. Dezenas. Fizemos essa viagem com quatro israelitas e um casal belga. No dia 11, este casal contou num blogue pessoal deles o que nós tínhamos visto no mosteiro e o que eles tinham visto na praça. E mandaram o texto para o site do Lonely Planet. No dia 12 de manhã tinham centenas de reacções de tibetanos a agradecer terem descrito o que tinha acontecido. A partir daí houve um conjunto de coincidências estranhas. De meia em meia hora havia cortes na estrada em que os militares nos pediam os passaportes, fomos a um café com Internet e pediram-nos a identificação, algo que nunca tinha acontecido. Percebemos que estávamos a ser controlados quando, numa das cidades em que parámos, a polícia informou o director do hotel que o nosso grupo, e especificamente o nosso, não poderia sair. O hotel esteve fechado a cadeado toda a noite e mesmo que quiséssemos sair não podíamos. Ficámos literalmente presos. Foi transmitido aos nossos condutores que só poderíamos parar única e exclusivamente nos locais pré-determinados que tinham sido combinados na agência. Não podíamos fazer qualquer tipo de alterações. Nunca sentimos qualquer tipo de ameaça física, mas sentimos um controlo de cada passo que dávamos, que é intimidatório.Os tibetanos quando se apercebiam que nós tínhamos consciência do que se estava a passar contavam-nos muitas coisas, e falavam do medo que têm em criticar o regime. Como viam que a polícia nos controlava, começaram a confiar em nós. Toda a gente tem muito medo. Se forem apanhados a passar alguma informação para um estrangeiro sofrem consequências gravíssimas. Perder o emprego é o mínimo que lhes pode acontecer. Além de casos de tortura, há centenas de tibetanos que desaparecem sem deixar rasto, assassinados. São testemunhos que nós ouvimos. As fotografias dos distúrbios que nos mostraram alguns tibetanos estão sempre descontextualizadas. Não sabemos se é um tibetano, se é um chinês. Não se pode nunca inferir nada. Tudo o que podemos fazer é especular. Mas o que é estranho, é como as autoridades chinesas deixaram que isso acontecesse com o aparato militar que já lá estava. Muito antes de a violência começar, todos os mosteiros de Lhasa estavam bloqueados por militares e ninguém podia lá entrar. Se quisessem tinham acabado com aquilo em cinco minutos. Assim, a imagem que passam é a de um grupo de tibetanos desordeiros a destruir a própria cidade e a maltratar pessoas. A imagem que passa é que foi um rastilho de pólvora acendido pelos tibetanos, e não foi.A partir de uma entrevista telefónica com Miguel Sacramento, professor de Educação Física, 31 anos, já no Nepal.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Made in China: repressão




A China é um mito em crescimento chinês. Sinônimo de dinamismo e força, o gigante asiático tornou-se a fábrica do mundo com sua acelerada revolução industrial pós-moderna: a Inglaterra do século 18 de volta para o futuro do século 21.
Milhões e milhões deixam a zona rural chinesa e engrenam nas manufaturas globais. Trabalham sem parar em busca de salários magros que enchem os bolsos dos industriais chineses e estrangeiros.
Todos lucramos na operação China. Explorando sua farta mão-de-obra, vendendo nossas commodities ao seu imenso mercado, comprando importados baratos.
Justamente um país comunista tornou-se peça-chave do capitalismo global com sua bem organizada exploração do proletariado chinês, que segura a inflação no mundo. Suas reservas cambiais, já no trilhão de dólares, ainda financiam os EUA e resgatam seus bancos podres.
O mundo agradece a essa explosão de vigor, que nos impulsiona. Talvez seja isso que explique a tolerância com os abusos aos direitos humanos da ditadura comunista, que deveriam nos causar repulsa.
A revolta em curso no platô tibetano, pelas ruas de Lhasa e outros centros, e a dura repressão chinesa expõem, apesar da censura de ferro, a face escura do milagre chinês, um regime de partido único que não tolera dissensão.
O caso tibetano é comovente, caro a estrelas de Hollywood, intelectuais e humanistas em geral. O Dalai Lama esteve em São Paulo em 2006 e lotou o Ginásio do Ibirapuera com sua mensagem pacifista. Reencarnação do Buda da compaixão na tradição do budismo tibetano, ele já desistiu de obter a independência do jugo chinês e trabalha por mais autonomia aos tibetanos.
A China ocupa o Tibete desde 1950. O Dalai Lama fugiu ao exílio indiano em 1959 após sangrenta revolta ser reprimida pelos chineses.
Antes dos comunistas, a região era muito pobre, um regime de castas desigual e teocrata. Pequim investiu bilhões no Tibete, inaugurou no ano passado a "ferrovia mais alta do mundo", ligando o platô isolado às massas chinesas, e inundou as cidades tibetanas de chineses da etnia han, protegidos pelo regime e odiados pelos locais, que denunciam um genocídio cultural.
O Partido Comunista Chinês ainda advogou a si o direito de nomear os altos lamas, interferindo na sucessão do Dalai Lama, tentando dividir seus seguidores. Apesar de se dizer disposta ao diálogo, a China para alguns analistas na verdade ganha tempo até que o carismático Dalai Lama saia de cena e sua causa desidrate.
Talvez por isso a revolta desesperada dos tibetanos, que levou a China a reforçar ainda mais as duras restrições aos jornalistas estrangeiros e à internet: as transmissões da CNN e da BBC chegaram a ser interrompidas no país.
Os tibetanos querem aproveitar a proximidade das Olimpíadas para chamar a atenção global. Os Repórteres sem Fronteiras, a ONG que defende jornalistas, propôs um boicote à transmissão de abertura das Olimpíadas de Pequim, marcada para 8/8/8.
O cineasta Steven Spielberg já tinha abandonado sua ligação com os jogos em protesto contra o apoio chinês ao regime do Sudão, fornecedor de petróleo a Pequim e acusado de cumplicidade na matança de milhares de pessoas em Darfur. Sentindo o golpe, pouco depois um diplomata chinês apareceu em Cartum pedindo mais atenção do governo sudanês aos conflitos na região.
Assim como outras potências no passado, a China quer usar as Olimpíadas para projetar poder global. Por isso, está vulnerável. Não quer alimentar atritos, pode ceder a pressões. Este é o raciocínio da revolta tibetana. Mas o pavor de Pequim a agitações separatistas predomina.
Projeções de alguns economistas indicam que a China passará os EUA como maior economia do mundo nos anos 2020. Essa emergência trará abalos sísmicos à ordem mundial. Estrategistas americanos sugerem que a melhor forma de acomodação com o gigante chinês seja trazê-lo à moldura institucional criada pelo Ocidente desde o pós-guerra: FMI, ONU, Banco Mundial, OMC.
Roosevelt já pensava assim quando brigou com Churchill para que os chineses fossem membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. Sabia do destino manifesto da China.
Para onde for a China irá ao menos o entorno asiático. Sua política precisa caminhar atrás de sua economia, para a abertura. É um caminho difícil.
Em 1997, entrevistei em São Paulo Samdhong Rinpoche, então presidente do Parlamento do governo do Tibete no exílio. "Não é correto dizer que a China está ficando mais forte", errou ele há dez anos. "Na verdade, a China está ficando mais fraca. O crescimento econômico chinês é artificial, baseado no uso de mão-de-obra quase escrava. O compromisso ideológico chinês está se perdendo. A economia de mercado e o regime político totalitário não podem conviver para sempre. Isso é uma grande contradição. O movimento pró-democracia está crescendo."
O movimento democrático não cresceu, mas a equação de Rinpoche pode trazer resultado via crescimento econômico. A massa urbana assalariada já exige mais direitos, a internet atinge 200 milhões de chineses, 700 milhões votam em eleições nos vilarejos rurais.
Todos ganharemos se a China seguir a trilha democrática. "Se a China se tornar uma democracia, o Tibete ganhará autonomia", disse Rinpoche em 1997.
Os tibetanos cansaram de esperar. Estão gritando ao mundo, desesperados, mas o barulho da locomotiva chinesa (e de seus tanques) os abafa.

quarta-feira, 19 de março de 2008

terça-feira, 18 de março de 2008

Sede de leite


China's leading milk firms are telling Chinese television viewers they should be drinking milk as part of their exciting healthy lifestyles. With over 300 million milk drinkers nation-wide the message seems to be getting through.
The Chinese Prime Minister Wen Jiabao is leading a nation-wide campaign to persuade his fellow citizens to increase their consumption of the precious, white liquid with its high protein and calcium content.
Last year, he made an inscription at a milking station in central China which read: "I have a dream -- all Chinese, above all children, should be able to drink half a litre of milk per day."
And when, earlier this week, the whole nation held its breath as sixty-nine miners were trapped after heavy rain submerged passage ways in their colliery, no news report failed to mention that they were being fed milk down a ventilation pipe.
Milk increases height
But the rumours have already begun that none of this is a coincidence. It seems that China might be jealous of Japan. Until well into the 1950s, the average Japanese was relatively small but the fact that the 21st century Japanese are considerably taller is being attributed to a massive growth in milk consumption.
Which is why the Chinese government is saying: "A glass of milk a day can make a nation strong." But one random supermarket customer didn't know the slogan although she was buying milk.
"We all have our daily amount and we've been drinking it for over ten years," she explained. "Before we would buy milk powder. You needed a special pass for fresh milk. But now there are so many different makes -- Yili, Mengniu, Sanyuan. But from my personal experience, I think milk is good. My whole family drinks milk every day."
12 million cows
An estimated 300 million Chinese have taken up the milk-drinking habit. 12 million Chinese cows produce about thirty million tonnes of the liquid a year -- twice as much as in 2000. But this is not enough apparently. Which is why milk powder is being bought from abroad.
Another reason why foreign milk powder is favoured by some consumers is that imported products have a better reputation than home-grown goods which have been subject to a variety of food scandals in recent months.
One seller of the product sang its praises: "This milk powder is best for babies. Its ingredients are 100 percent imported. You can rely on it. And it's much easier on the digestive system. It also helps develop the baby's sight and brain. Milk is naturally healthy and not only for babies but for adults too."
And now, with the booming economy, the benefits of milk are becoming more accessible to a growing sector of the population as more and more people can afford something that is just as white as milk and indispensable for keeping it fresh -- a refrigerator.

segunda-feira, 10 de março de 2008

4 episódios na rtp2 sobre a china




O DESPERTAR DA CHINA
Documentários
«CHINA RISES»
Documentário em 4 episódios filmado em alta definição sobre a nova China
Um fabuloso documentário em quatro partes que nos leva ao coração de um país que experimentou a mais notável transformação na história do planeta, e que revela como a mais antiga civilização da Terra se tornou numa importante superpotência. A China vai ser o país anfitrião dos próximos Jogos Olímpicos de 2008 e já está a afectar quase todos os países do globo.O documentário começa com constrangedoras e verídicas histórias de homens e mulheres que usufruiram desta monumental mudança da China e daqueles que foram deixados para trás. Alguns dos mais conceituados jornalistas e realizadores do mundo,da CBC Television, do New York Times e da Europa tiveram acesso ao povo da nova China.Uma série documental que levou dois anos a ser
rodada, uma co-produção de televisões da Alemanha, França e dos Estados Unidos.

Marketing verde






"Criada pela agência Guangdong, da China, para a organização GFEP (Greenfamily Youth Association of Environment Protection), esta ação de Marketing de Guerrilha pega pesado, pondo o “dedo na ferida”.
Veiculada na capital da China, tinha o objetivo de conscientizar a população sobre a falta de preocupação com o “destino dos seus excrementos” que acabam por poluir os rios e córregos da cidade."

in http://aletp.com/2007/09/page/5/

terça-feira, 4 de março de 2008

Rumo a Pequim em visao.pt

A Visão.pt tem novo blog sobre os Jogos Olímpicos

http://pequim2008-visao.blogspot.com/

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

China estuda relaxar política de controle familiar




PEQUIM (Reuters) - Preocupado com o envelhecimento da população, o governo da China está estudando mudanças na política que só permite um filho por casal no país, mas não vai anular as medidas de planejamento familiar, informou um funcionário do alto escalão do governo.
Com a maior população do mundo e pressionada pela escassez de terra, água e fontes de energia, a China tem desde os anos 1970 leis que restringem o tamanho das famílias. As normas variam, mas geralmente limitam as famílias a um filho ou a dois, no caso das regiões rurais.
"Queremos fazer essa mudança em alguns casos", disse aos jornalistas, em Pequim, a vice-ministra da Comissão de Planejamento Familiar e População Nacional, Zhao Baige.
"Não posso responder quando ou como, mas esta questão se tornou importante entre os tomadores de decisões", disse Zhao. Ela acrescentou que a meta atual é estudar a questão com seriedade e responsabilidade, mas evitar mudanças bruscas que poderiam provocar uma alta nos nascimentos de crianças.
"Grupos minoritários já têm dois filhos, até três, e em cidades como Xangai e Pequim muitos filhos únicos estão liberados (para ter duas crianças), mas o mais importante são as famílias nas regiões intermediárias, como Henan... Ali, são quase cem milhões de pessoas, mas, por serem fortemente influenciadas pelo modo tradicional, eles querem um filho (homem). Mas nessa região o meio-ambiente já é muito frágil."
As equipes que estudam o assunto terão de levar em conta a pressão da população sobre os escassos recursos e os costumes dos chineses, além do tamanho da proteção social que a China tem condições de oferecer, disse ela.
Pesquisas mostram que 60 por cento dos chineses com menos de 30 anos querem no máximo dois filhos e somente um percentual "muito pequeno" quer mais de três, segundo Zhao.
O número médio de filhos por mulher caiu para 1,8 atualmente na China, bem abaixo dos 5,8 na década de 1970 e abaixo da taxa de renovação da população.
Nos últimos anos a China tem procurado relaxar suas políticas frequentemente controversas de controle familiar, as quais incluem abortos forçados e outras medidas punitivas.


globo.com

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Macau: o casino do Mundo




Ni hao! Está online uma reportagem sobre o crescimento de Macau nos últimos anos. Para quem estiver interessado, aqui vai o link:


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Picasso nos Jogos Olímpicos...

De Espanha para a China
A mostra, a decorrer em Madrid até 5 de Maio com as obras de Picasso, será exibida em Agosto, em Pequim, na China, durante a realização dos Jogos Olímpicos.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008




Ni hao!

- O Grupo dos Cursos Livres de Mandarim do Politécnico do Porto, Celebração do Ano novo Chinês, Ano do Rato 鼠(shǔ).

- A propósito da aula que tivemos na sexta feira, um pequeno video.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Paper Cutting





Ni hao!
A propósito da aula que tivemos na sexta feira, aqui vão algumas fotos interessantes desta arte chinesa, cujas aplicações são várias.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Pequim promete: água não será problema

Mês dos Jogos Olímpicos de Pequim, agosto também é a época das enchentes na cidade chinesa. Preocupado com o problema, o governo local já tem um plano de fiscalização diária dos sistemas de escoamento de água na cidade, principalmente nos locais próximos às instalações dos Jogos. O plano será lançado oficialmente em maio. - Serão usados mais de 300 patrulheiros e 400 funcionários para fiscalizar diariamente e fazer a manutenção de todo o sistema - diz um dirigente do escritório municipal para assuntos de água de Pequim, Yu Yaping, ao jornal local "China Daily". Além do excesso, os chineses estão preocupados também com a falta de água na cidade-sede das Olimpíadas. Os dirigentes, porém, garantem que isso não será problema para os milhares de turistas que forem a Pequim. Até março um sistema de desvio de água estará chegando à cidade, com a província de Hebei também contribuindo com o seu reservatório para suprir a capital dos Jogos.
goboesporte.com

Líderes dos países querem estar em Pequim

Os Jogos Olímpicos de Pequim contarão com a participação de vários dirigentes de diversos países, como nunca houve na história moderna do torneio olímpico. Até agora, a organização da competição recebeu mais de 90 solicitações de presidentes, primeiros-ministros, chefes de Estado ou membros da realeza de mais de 60 países, interessados em visitar Pequim durante as disputas, que serão realizadas de 8 e 24 de agosto. - Esperamos um número inclusive maior de dignatários, porque, segundo a experiência de Jogos anteriores, o auge das solicitações de visitas ocorre uns cinco meses antes da abertura - disse Liu Jingmin, vice-presidente do Comitê Organizador de Pequim 2008 (Bocog) ao jornal "South China Morning Post". Até agora, os Jogos de Atenas 2004 foram os com maior presença de líderes, com 67. - A China nunca recebeu antes tantos hóspedes importantes ao mesmo tempo, portanto, será um extraordinário desafio - disse Liu. O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, e o chefe de Estado japonês, Yasuo Fukuda, já aceitaram o convite de Pequim, e a cerimônia de abertura deve contar também com a presença do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.
globesporte.com

Chineses conhecem modalidades brincando







Foram distribuídos pela cidade de Pequim cartazes com buracos onde os chineses podem tirar fotos como se fossem atletas.

globosporte.com


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Chineses aderem ao Dia dos Namorados

Um cliente escolhe rosas para o Dia dos Namorados (ou Dia de S. Valentim) numa loja de flores no município de Chongquing. Num sinal da crescente influência dos costumes ocidentais na cultura chinesa, a celebração do amor tornou-se uma festa tremendamente popular na China nos últimos anos. Foto: Reuters
publico.pt

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Nascidos no Ano do Rato

Uma enfermeira cuida de sete bebés que nasceram no hospital de Xiangfan, na China, no dia 7, que assinala o início do novo ano lunar, o Ano do Rato. Celebrado na China e por 35 milhões de chineses por todo o mundo, o Ano do Rato é visto como um ano de abundância e prosperidade. Foto: China Daily/Reuters
publico.pt

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Ano lunar do Rato começa hoje!!!!!

A espera do dragão
Uma mulher que dá vida a este dragão aguarda pelo início da dança que vai celebrar o Ano Novo chinês, no parque de Longtan, em Beijing. O Ano lunar do Rato começa a 7 de Fevereiro e será comemorado por 35 milhões de chineses por todo o mundo. Foto: Claro Cortes IV/Reuters
publico.pt

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Dois sites chineses entre os dez mais vistos do mundo

Os sites de busca Baidu e Alibaba, os principais da China, ficaram na terceira e décima posição, respectivamente, da lista dos dez mais utilizados do mundo, segundo o estudo de uma empresa de consultoria publicado hoje na imprensa local.
O Baidu.com registou 5,2% das buscas globais em Dezembro, segundo um estudo da empresa de consultoria ComScore realizado entre 66.200 milhões de procuras.
O primeiro lugar do ranking foi ocupado pelo Google, com 62,4%, cinco vezes mais que o segundo, o Yahoo, com apenas 12,8%.
O Baidu é considerado a versão chinesa do Google graças à sua popularidade e lucro, que foi de 24,2 milhões de dólares no terceiro trimestre de 2007, informou a agência de notícias Xinhua.
O Alibaba.com entrou pela primeira vez na lista dos dez primeiros motores de busca, com 0,8% do total.
O portal tinha 24,6 milhões de membros registados em 2007, frente aos seis milhões de 2004.
O quarto lugar da lista da ComScore de Dezembro foi para a Microsoft, com 2,9% de buscas, seguido do sul-coreano NHN Corporation, com 2,4%.
O sector de Internet da China empatou com o líder norte-americano em número de utilizadores, com 210 milhões, no final de 2007 após aumentar 18% em relação ao ano anterior, e isso apesar de ser um dos mais censurados do mundo.
28-01-2008 10:25:00

diariodigital.pt

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Milhões de chineses sem energia



Foto do publioc.pt de hoje
Um polícia cuida de uma crianças cujos pais esperam para entrar na estação de caminhos-de-ferro de Shanghai. Milhões de chineses estão hoje a sofrer cortes de energia e no abastecimento de água e outros tantos estão presos por um manto de neve que cobre regiões do Centro e Sul da China. Foto: Stringer/Reuters

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

China é convidada de honra do MIDEM




42ª edição do Midem, o mercado internacional da música, começou dia 27 em Cannes (França) e vem com a denominação "Made in China", em homenagem ao país convidado de honra desta edição do evento.


Com os Jogos Olímpicos de Pequim em vista, a China está em evidência e o mercado musical, assim como o resto do mundo, se rendeu ao país.Os organizadores da feira se entusiasmaram com a música chinesa e programaram para esta noite um show "100% chinês", com dois DJs e quatro grupos.


Além da própria música chinesa, outro fator que entusiasma o Midem é o mercado potencial representado pelo gigante asiático.Com a China em destaque, o Midem pretende dar visibilidade a um setor bastante desconhecido no Ocidente e abordar um território com grandes possibilidades de negócio, graças à chegada da era digital, à forte implantação do telefone celular e à internet.Um ano após sua primeira participação no Midem, a mais importante feira do mercado musical em nível mundial, a China retorna a Cannes em 2008 pela porta da frente, como o primeiro país asiático a ser convidado de honra.Na edição de 2007 do Midem, 23 empresas representaram o país.


Este ano, 30 companhias chinesas estão presentes na Côte D'Azur francesa, segundo dados fornecidos à Agência Efe pela organização do evento.De acordo com as previsões do Midem, as indústrias multimídia e de lazer da Ásia devem atingir um crescimento anual de 10% até 2010, a taxa de crescimento mais rápida do mundo, duas vezes maior do que a dos Estados Unidos.Com um aumento anual de 18%, o mercado chinês deve alcançar a cifra de US$ 121,5 bilhões até 2009, segundo dados disponibilizados pelo Midem.


Em um relatório apresentado no Midem pela espanhola Associação Geral de Autores e Editores (SGAE) e pelo Instituto de Comércio Exterior da Espanha (ICEX), a China é destacada como um dos países com maior perspectiva de crescimento nos próximos anos, inclusive no mercado cultural.Segundo essas fontes, a indústria cultural chinesa representa quase 3% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Na música, o país ocupa o 27º lugar em valor de vendas, com US$ 80 milhões em 2005.A pirataria, no entanto, chega a US$ 410 milhões, mais de 85% superior ao valor total do mercado musical.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

evolução....


Ni hao a todos!
Hoje de manhã encontrei estas 2 fotos artísticas no site do público.pt. A 2ª até tem algo de cómico mas também algo de preocupante... Esperemos que a China no futuro evolua em todos os sentidos...


28-01-2008 8:52:00
Mau tempo em Xangai
Uma mulher transporta o filho na bicicleta à medida que a neve cai na baixa de Xangai. Um forte nevão e chuvas intensas fecharam aeroportos, auto-estradas e linhas de caminhos-de-ferro um pouco por toda a China, deixando apeados milhares de trabalhadores e ameaçando bloquear o fornecimento de alimentos. Foto: Nir Elias/Reuters

A segurança no trabalho

Dois trabalhadores usam uma máscara improvisada para se protegerem enquanto ajudam a construir um hotel de cinco estrelas na baixa de Shangai. A economia chinesa cresceu 11,4 por cento em 2007. Foto: Nir Elias/Reuters
in publico.pt

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Jiang Qing

No passado 25 Janeiro 1981, Jiang Qing, esposa de Mao, foi condenada à morte.

Quem era Jiang Qing?

Jiang Qing, the daughter of a carpenter, was born in Zhucheng, China, in 1914. After being educated at Qingdao University she worked as a stage and film actress in Shanghai.
In 1936 Jiang Qing joined the
Chinese Communist Party. Soon afterwards she met Mao Zedong and she became his third wife in 1939. After the establishment of the People's Republic of China in 1949, Jiang Qing worked in the Ministry of Culture.
Jiang Qing emerged as a serious political figure in China during the
Cultural Revolution when she criticizedparty leaders such as Liu Shaoqi, who favoured the introduction of piecework, greater wage differentials and measures that sought to undermine collective farms and factories.
During this period
Mao Zedong galvanized students and young workers as his Red Guards to attack revisionists in the party. Mao told them the revolution was in danger and that they must do all they could to stop the emergence of a privileged class in China. He argued this is what had happened in the Soviet Union under Joseph Stalin and Nikita Khrushchev.
The
Cultural Revolution came to an end when Liu Shaoqi resigned from all his posts on 13th October 1968. Lin Biao now became Mao's designated successor. Mao now gave his support to the Gang of Four: Jiang Qing, Wang Hongwen, Yao Wenyuan and Zhange Chungqiao. These four radicals occupied powerful positions in the Politburo after the Tenth Party Congress of 1973.
After the death of Mao in 1976 the power of the Gang of Four declined dramatically. In 1980 they were found guilty of plotting against the state. Jiang Qing and Zhange Chungqiao, who were considered to be the leaders, were sentenced to death (later commuted to life imprisonment).
Jiang Qing died in 1991. Later the government claimed that she had committed suicide.


in http://www.spartacus.schoolnet.co.uk/CHINAjiang.htm

guāng a +




Luzes de Xangai forçam observatório a mudar de cidade

A actividade do observatório astronômico da cidade de Xangai, no leste da China, terá de ser transferida à província vizinha de Zhejiang para escapar das fortes luzes que estão tornando cada vez mais difícil seu trabalho nesta região do país.
O centro, situado na colina de Sheshan, aos arredores da metrópole oriental, assinou um acordo com as autoridades provinciais de Zhejiang para delimitar a primeira "zona protegida do céu noturno" da China na localidade de Tianhuangping, a 1.000 metros de altura, em Anji.
As luzes de Xangai, com milhares de arranha-céus e cerca de 20 milhões de habitantes, "afetam em grande medida a capacidade de observação, portanto devemos encontrar uma base mais apropriada", disse o diretor do Laboratório de Óptica Astronômica do observatório, Tao Jun, ao jornal "Shanghai Morning Post".
Segundo Tao, a situação, agravada pela contaminação do ar, não permite o bom funcionamento do segundo maior telescópio óptico da China, instalado em Sheshan, com um diâmetro de 1,56 metro. Por conta disso, ele tem sido excluído de projetos científicos internacionais importantes nos últimos anos.
O observatório de Xangai também estuda a possibilidade situar outros telescópios no oeste do país, onde a qualidade do ar é muito melhor que no litoral oriental, contaminado e urbanizado, enquanto rejeita a idéia de acrescentar novas equipes a sua base de Sheshan.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Pintura contemporânea chinesa

Xiaodong LIU is achieving the highest valuations of the Chinese contemporary artists.


Under the Cherry Blossoms, 2007

Three prostitutes, 2001

Xiaodong LIU, Prostitute Girl Series, 2001
Um pouco de Arte, aqui vão algumas obras dum artista chinês que descobri há pouco.
Considered one of the members of the early Cynical Realism movement, Liu is recognized for his depictions of alienation and social discord. Married to another neo-realist painter, Yu Hong, Liu depicts in oil paintings such as Smoker (2000) the changing face of Chinese society. Based in Beijing and teaching at the Central Academy of Fine Arts, Liu has exhibited in countries like France, the USA, Australia, Japan and Germany. His solo exhibitions include the eponymous exhibition at LOFT Gallery in Paris, France, 2001, and 2001’s Liu Xiaodong 1990-2000, at the Central Institute of Fine Arts, Beijing. His group exhibitions also include the 1992 China’s New Art: Post-1989, and the 1997, 47th Venice Biennial, Italy, amongst many others.

Art Market / Art Price
To date, Xiaodong LIU is achieving the highest valuations of the Chinese contemporary artists. His work was offered at auction for the first time in 1991 in Hong Kong. Back then, Christie’s-Swire brought the hammer down at 7,851 euros. Last November, his work New Displaced Population was sold for 20,000,000 CNY (1,982,600 euros) by Poly International Auction Co, Ltd in Beijing. Yifei CHEN was also introduced at auction in 1991 with Lingering Melodies from the Xunyang River already selling for 150,925 euros at Christie’s-Swire. On 27 June 2006, the Shangai Hosane auction house achieved 11,000,000 CNY (1,097,470 euros) for Warm Spring in the Jade Pavillon.

jià qī (férias)


Uma pequena homenagem à Ana que vai agora de férias a Macau... Lucky girl! :)

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Teste no Parque Aquático da China



Iluminação da nova instalação é testada pela primeira vez em Pequim.

Nenhum a menos



Vi este filme ontem. É muito bonito. A história é mais ou menos assim:

Quando o professor da escola primária de Shuiquan tem de se ausentar durante um mês, o presidente da pequena aldeia, Tian, apenas consegue encontrar uma adolescente de 13 anos, Wei Minzhi, para o substituir. O professor Gao adverte-a para que não permita que mais alunos abandonem a escola, garantindo-lhe o pagamento de 50 yuan e mais um pequeno extra se for bem sucedida. Minzhi, pouco mais velha que alguns dos seus alunos (do 1º ao 4º ano, na mesma classe), pouco mais pode fazer do que escrever texto no quadro e ensinar uma ou outra canção. Mal a jovem professora se estreia, uma pequena aluna é convidada a ingressar numa escola de desporto e, quase de imediato, Huike, um dos miúdos mais difíceis de controlar nas aulas, é obrigado a ir trabalhar para a cidade, pois vive só com a mãe, que está doente e imersa em dívidas. Minzhi recusa-se a perder outro aluno. Foi adaptado por Shi Shiangsheng do seu livro.