quarta-feira, 16 de abril de 2008

Jovens chineses




Sob pressão, jovens chineses se entregam ao estudo e à internet
Eles gostam de karaokê, estudam muito e passam cada vez mais tempo na internet.Conheça como vivem os jovens do outro lado do mundo


Ser jovem na China significa quase sempre ter que lidar com pressões. Seja para conseguir um emprego no concorrido mercado de trabalho, para construir uma família ou para lidar com a avalanche consumista que varre os grandes centros urbanos nos últimos anos.

Mas os jovens chineses vêm se adaptando às mudanças que chegam cada vez mais rápido ao país. Eles conciliam seu dia-a-dia navegando pela internet - consumindo música e muito da cultura ocidental - e dedicando-se aos estudos. E muitos ainda encontram tempo para preservar e valorizar a cultura milenar da nação mais populosa do mundo.

Você mora no exterior? Conte como é a vida neste país

Às vésperas de sediar os Jogos Olímpicos, a China tem se esforçado para se adaptar a alguns padrões ocidentais. São mudanças que estão fazendo a cabeça de muitos jovens das grandes cidades, que falam outras línguas, estudam fora, vão a bares e boates e têm até um "nome fantasia" em inglês.

Leia mais matérias sobre os jovens chineses

É o caso de He Tian Yi, ou Jenny, de 22 anos, um bom exemplo deste nosso mundo globalizado. Ela já morou em Amsterdã, na Holanda, onde fez faculdade. Hoje, vive em Pequim, onde trabalha com vendas. Passa 12 horas por dia na frente do computador, adora ver vídeos curiosos no YouTube e falar com os amigos por e-mail.


Arquivo pessoal
He Tian Yi, de 22 anos, passa cerca de 12 horas por dia no computador (Foto: Arquivo pessoal)
Jenny já assimilou o padrão ocidental no quesito consumo. Diz que compra roupas novas "duas ou três vezes por semana". E qual é o seu estilo? "Do romântico ao esporte, passando pelo social. Se pudesse dar um nome seria 'casual chic'", disse ao G1, em entrevista por e-mail.

É com esses chineses cada vez mais globalizados como Jenny que o G1 inicia neste domingo (13) - dia do jovem, no Brasil - uma série de reportagens sobre os costumes e os hábitos dos jovens pelo mundo. Leia nas próximas semanas como é a vida dos adolescentes em países da Europa, da África e também da América Latina.

A próxima reportagem especial será sobre o Paraguai, país que vai às urnas no próximo domingo (20).

Cibercultura
Os jovens chineses podem ter demorado um pouco mais para entrar na era da informática, mas agora já são o maior mercado mundial de internet em número de usuários. Segundo pesquisas recentes,
no fim de 2007 havia na China 210 milhões de pessoas conectadas - número maior que dos Estados Unidos.

Leia também: Usuários de internet chineses enfrentam muralha invisível

Saiba mais
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Segundo Greg Paull, presidente da R3 Asia Pacific, empresa de pesquisa em publicidade na China, apesar de o melhor meio de atingir o consumidor adolescente ainda seja a TV (mais de 90% deles assistem), a internet está crescendo muito rápido. "Eles navegam pelo menos 2,6 horas por dia", afirmou Paull ao G1, por e-mail.

O número de jogadores on-line também está em plena ascensão na China. De acordo com um estudo realizado pelo Centro de Dados da Internet e a Sociedade da Internet Chinesa,
neste ano haverá 59 milhões de chineses jogando - um aumento de 20% em relação ao ano passado.

Leia ainda: Mania na China, celulares têm quase meio bilhão de usuários

A globalização dos jovens chineses se dá também nos costumes. "Hoje, os héróis da garotada chinesa são os mesmo que os dos jovens em todo o mundo: os jogadores de futebol David Beckham e Ronaldo e o jogador de basquete Kobe Bryant. O país passou por mais mudanças nos últimos 5 anos que nos 15 anteriores", afirma Paull.

Lição de casa
Mas os chineses sentem a pressão familiar pelo sucesso profissional e pela manutenção da tradição familiar. A pressão por uma vaga no concorrido mercado de trabalho e a cultura de respeito às autoridades e à família faz dos jovens chineses estudantes superdedicados.


David Gray/Reuters
A China investe cada vez mais em educação. Na foto, o museu de Ciência e Tecnologia, na cidade de Harbin (Foto: David Gray/Reuters)
Segundo a historiadora brasileira Lauren Fraiz, que dá aulas de chinês em uma escola de Pequim, os adolescentes lêem demais. "Eles são muito instruídos sobre história e cultura chinesa. Se você vai a uma livraria vê montes de jovens agachados no chão lendo. E os livros são baratos aqui", conta ela.

Greg Paull também faz referência aos estudos quando compara os jovens chineses com os ocidentais: "eles fazem muito mais lição de casa", comenta.

A jornalista sueca Jonna Wibelius, que mora na China desde 2006 e mantém um
blog sobre suas experiências, contou em entrevista ao G1, por e-mail, que a pressão sobre as crianças e jovens é imensa, principalmente devido à política chinesa de controle populacional (cada família só pode ter um filho).

"Desde muito pequenas as crianças são incentivadas a estudar nas tardes e aos finais de semana. Muitos pais querem que seus filhos sejam talentosos e criativos e por isso os colocam em cursos de piano, ginástica, pintura e assim por diante. As crianças são motivadas a ter notas altas para conseguir entrar em boas universidades e assim conseguir um bom emprego."

Com mais de 1,3 bilhão de pessoas, a China é a nação mais populosa do mundo e tem os mais rígidos sistemas de planejamento familiar. A maioria dos casais urbanos está limitada a uma única criança a não ser que paguem multas elevadas. Os fazendeiros normalmente podem ter uma segunda criança se a primeira for menina. Minorias com freqüência podem ter duas ou mais crianças.
Veja reportagem do 'New York Times'.

A moda das ruas
As mudanças que vivem os jovens chineses se refletem no modo de vestir. Há uma grande diferença entre os adolescentes que moram nos grandes centros urbanos e os que moram em cidades menores e mais provincianas. As metrópoles captam mais fácil as influências globais e a moda urbana revela essa mistura.


Reprodução/P1
Jovem é fotografado nas ruas da China (Foto: Reprodução/P1)
A brasileira Lauren Fraiz conta que há um excesso de informação nas roupas que vê nas ruas de Pequim. "Eles misturam tecidos, cores e referências. Há muita informação no visual e os cabelos têm penteados e cortes exóticos."

O
site P1 reúne colaboradores que fotografam pedestres estilosos e mostra bem a variedade dos estilos urbanos chineses.

Karaokê é paixão nacional
Para se divertir, os jovens chineses freqüentam boates e bares -semelhantes ao do Ocidente. Mas a verdadeira paixão nacional é o karaokê. "Eles se divertem muito e conseguem ficar a noite toda cantando", conta o brasileiro David Pinheiro, que faz mestrado em artes cênicas em Pequim.

As salas são geralmente amplas e têm um sofá, uma grande TV e petiscos. As músicas são em chinês e inglês.

Poucas mulheres
A proporção de mulheres é inferior à de homens na China. De acordo com dados da CIA, existem hoje 487 milhões de homens com idade entre 15 e 64 anos para 460 mulheres na mesma faixa etária.

Segundo a brasileira Lúcia Anderson da Silva, que vive há três meses em Pequim, há um número enorme de homens bem-sucedidos na faixa dos 25 e 30 anos desesperados para casar. "Muitas mães ficam em frente à Cidade Proibida com pastinhas com fotos dos filhos, cópias de diplomas e certificados procurando uma esposa. Os homens se sujeitam a trabalhar fora, sustentar e limpar a casa, cuidar dos filhos para conseguir casar."
mais info sobre jovens chineses em http://g1.globo.com/

terça-feira, 15 de abril de 2008

treino militar


Crianças chinesas participam em treinos militares no final do seu período de vida no jardim de infância, no município de Tianjin. Os treinos duram uma semana e acontecem na transição para a escola primária. Foto: Vincent Du/Reuters
publico.pt

terça-feira, 8 de abril de 2008

Uma cana de pesca para o meu avô



Foi a Cláudia Fonseca que me aconselhou vivamente este livro. Ainda não o li, mas com ele Gao Xingjian arrecadou o Prémio Nobel de Literatura. Não tenho dúvidas que é de publicitar.


No site da Bertrand lê-se:


Uma cana de pesca para o meu avô Com imenso talento, subtileza e inteligência, Gao Xingjian percorre, nestes seis inesquecíveis contos, os lugares da infância, as alegrias simples do amor e da amizade, os dramas da rua e as tragédias vividas pela China. Sorrisos e lágrimas atravessam esta leitura, que nos deixa o belo e suave sabor da emoção. A revelação de um dos maiores escritores da actualidade. .


Olimpíadas, Tibete, e coisas afim




O tema sobre o Tibete e os Jogos Olímpicos ainda não está esgotado.

Aqui vão mais algumas reflexões...


Olimpíadas, Tibete, e coisas afim
2008-04-07 14:00:32 em
Nenhuma por Nuno Barreto



Os franceses lá conseguiram apagar a chama olímpica. Foram mais eficazes que os ingleses no dia anterior. E como pano de fundo, está, claro, a causa tibetana. A causa tibetana é uma causa muito popular nos dias de hoje, excepto para alguns. Afinal de contas, a liberdade é uma coisa que toda a gente defende, e ter o próprio País é um dos expoentes máximos dessa mesma liberdade. Claro, isto da liberdade é tudo fachada, porque depois vêm uns gajos quaisquer governar, com princípios supostamente democráticos, e continua a não haver liberdade, mas aí já ninguém dá por isso. A liberdade é uma utopia, o que importa realmente saber é quem é que manda em nós. Mas pronto, estou a divagar um bocado. O que eu gostava mesmo de fazer aqui era chamar a atenção para uma série de factos interessantes à volta de tudo isto:


1. A maioria das pessoas acredita que o Tibete foi invadido pela China algures no século XX, e que até lá era um país independente. Isso mostra, claro, um profundo desconhecimento da história do Tibete.



2. A maioria das pessoas acredita que o Tibete, antes de ser "invadido", era governado por um Dalai Lama benévolo, que só pensava em rezar e em paz. Na realidade, segundo os padrões ocidentais, a palavra que o descrevia era mais de tirano. Não o actual, que nunca teve hipótese de governar, mas os anteriores. Direito exclusivo de propriedade em todo o país, exploração dos camponeses, punições à antiga (cortar membros, decapitar, etc).



3. Onde é que o comité olímpico estava com a cabeça quando decidiu fazer os Jogos em Pequim? Qualquer mentecapto via logo que isto ia dar barulho. Se não fosse por Tibete, era pela Coreia, ou por Taiwan, ou pela falta de liberdade de imprensa, ou sei lá mais o quê. E agora vêm falar em boicotar e mais não sei o quê. Hipocrisia. Mais valia terem logo dito que não.


4. Ao reprimirem as manifestações contra a chama olímpica, os estados ocidentais só estão a dar razão à China. Estão por um lado a proteger a China, e por outro lado a mostrar que afinal não é só a China que usa de violência para controlar o povo. Claro, é feito de uma forma mais democrática, mas o resultado final é o mesmo: Quem se lixa é sempre o mexilhão (Para quem não conhece a origem desta frase, o ditado é: Quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão).



5. No fim das contas, o que conta é o dinheiro. E por isso, no fim disto tudo, vai ficar tudo na mesma, porque o ocidente tem interesses na China. O consumismo ocidental é suportado pela mão de obra barata chinesa (e não só), sem a qual é impossível ter produtos a preço de uva mijona. É do interesse da sociedade consumista e capitalista que haja mão de obra barata, para conseguirem gadjets baratos, para manter o povo consumista feliz. E para que haja mão de obra barata, tem que haver um sistema repressor que os obrigue a trabalhar barato. É tão simples como isso.


quinta-feira, 3 de abril de 2008

personagens de pequim!

hen yao isi!

http://olimpiadas.uol.com.br/2008/album/31032008Personas_album.jhtm

China garante a liberdade de imprensa e o fim da poluição nos Jogos




O Comitê Olímpico Internacional (COI) recebeu garantias dos organizadores dos Jogos de Pequim de que não haverá restrição para uso de Internet, nem para as transmissões ao vivo de televisão.Os chineses também disseram que os níveis de poluição serão satisfatórios até o começo das Olimpíadas, daqui a quatro meses. Membros do COI, que acompanharam a passagem da tocha por Pequim, ainda estão no país para acertar os últimos detalhes."Nós estamos satisfeitos com as garantias. Essa é uma razão para eles ganharem a medalha de ouro na organização", afirmou Hein Verbruggen, líder do grupo do Comitê Olímpico.Kevin Gosper, vice-coordenador da comissão do COI, reconheceu que a restrição ao acesso à Internet durante os Jogos seria uma péssima imagem para a China.Cidadãos chineses foram privados no mês passado de verem o protesto a favor dos direitos humanos no país durante a cerimônia de acendimento da tocha olímpica, na Grécia.Rotineiramente, as transmissões chinesas têm um atraso de 30 segundos para que os censores do governo possam editar as imagens. Verbruggen disse ainda que o COI não tomará partido em relação aos protestos pró-Tibete, porque o órgão não é político e sim esportivo. "É verdade. Nós estamos cientes que a comunidade internacional está discutindo este assunto", declarou o dirigente em relação às manifestações ao redor do mundo.