
PEQUIM (Reuters) - Preocupado com o envelhecimento da população, o governo da China está estudando mudanças na política que só permite um filho por casal no país, mas não vai anular as medidas de planejamento familiar, informou um funcionário do alto escalão do governo.
Com a maior população do mundo e pressionada pela escassez de terra, água e fontes de energia, a China tem desde os anos 1970 leis que restringem o tamanho das famílias. As normas variam, mas geralmente limitam as famílias a um filho ou a dois, no caso das regiões rurais.
"Queremos fazer essa mudança em alguns casos", disse aos jornalistas, em Pequim, a vice-ministra da Comissão de Planejamento Familiar e População Nacional, Zhao Baige.
"Não posso responder quando ou como, mas esta questão se tornou importante entre os tomadores de decisões", disse Zhao. Ela acrescentou que a meta atual é estudar a questão com seriedade e responsabilidade, mas evitar mudanças bruscas que poderiam provocar uma alta nos nascimentos de crianças.
"Grupos minoritários já têm dois filhos, até três, e em cidades como Xangai e Pequim muitos filhos únicos estão liberados (para ter duas crianças), mas o mais importante são as famílias nas regiões intermediárias, como Henan... Ali, são quase cem milhões de pessoas, mas, por serem fortemente influenciadas pelo modo tradicional, eles querem um filho (homem). Mas nessa região o meio-ambiente já é muito frágil."
As equipes que estudam o assunto terão de levar em conta a pressão da população sobre os escassos recursos e os costumes dos chineses, além do tamanho da proteção social que a China tem condições de oferecer, disse ela.
Pesquisas mostram que 60 por cento dos chineses com menos de 30 anos querem no máximo dois filhos e somente um percentual "muito pequeno" quer mais de três, segundo Zhao.
O número médio de filhos por mulher caiu para 1,8 atualmente na China, bem abaixo dos 5,8 na década de 1970 e abaixo da taxa de renovação da população.
Nos últimos anos a China tem procurado relaxar suas políticas frequentemente controversas de controle familiar, as quais incluem abortos forçados e outras medidas punitivas.
Com a maior população do mundo e pressionada pela escassez de terra, água e fontes de energia, a China tem desde os anos 1970 leis que restringem o tamanho das famílias. As normas variam, mas geralmente limitam as famílias a um filho ou a dois, no caso das regiões rurais.
"Queremos fazer essa mudança em alguns casos", disse aos jornalistas, em Pequim, a vice-ministra da Comissão de Planejamento Familiar e População Nacional, Zhao Baige.
"Não posso responder quando ou como, mas esta questão se tornou importante entre os tomadores de decisões", disse Zhao. Ela acrescentou que a meta atual é estudar a questão com seriedade e responsabilidade, mas evitar mudanças bruscas que poderiam provocar uma alta nos nascimentos de crianças.
"Grupos minoritários já têm dois filhos, até três, e em cidades como Xangai e Pequim muitos filhos únicos estão liberados (para ter duas crianças), mas o mais importante são as famílias nas regiões intermediárias, como Henan... Ali, são quase cem milhões de pessoas, mas, por serem fortemente influenciadas pelo modo tradicional, eles querem um filho (homem). Mas nessa região o meio-ambiente já é muito frágil."
As equipes que estudam o assunto terão de levar em conta a pressão da população sobre os escassos recursos e os costumes dos chineses, além do tamanho da proteção social que a China tem condições de oferecer, disse ela.
Pesquisas mostram que 60 por cento dos chineses com menos de 30 anos querem no máximo dois filhos e somente um percentual "muito pequeno" quer mais de três, segundo Zhao.
O número médio de filhos por mulher caiu para 1,8 atualmente na China, bem abaixo dos 5,8 na década de 1970 e abaixo da taxa de renovação da população.
Nos últimos anos a China tem procurado relaxar suas políticas frequentemente controversas de controle familiar, as quais incluem abortos forçados e outras medidas punitivas.
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